08 junho, 2010

Bicicleta comunitárias na FURG

Tem uma notícia que já vem rolando faz tempos aqui pelo RS. Eu tinha vontade de publicá-la aqui no blog mas ainda nã sabia como. Me refiro às bicletas comunitárias disponibilizadas aos alunos do campus da FURG (Universidade Federal do Rio Grande), Rio Grande. Guardo grandes e ótimas lembranças de quando fiz minha graduação em engenharia por lá, e essa notícia venho com uma certa pitada de orgulho e saudade apertando o peito. Lembro de estudar cálculo e física sentado na grama e sob a sombra das árvores, e de sentar em círculo com os amigos ao chão, para relaxar entre as aulas e degustar um bom chimarrão. O campus era recheado de belas paisagens, com lagos, pássaros nativos e um por-de-sol magnífico.


Pois agora, a iniciativa do projeto que disponibiliza bicicletas aos alunos ganhou notoriedade nacional ao passar no Jornal Hoje, da rede de Globo de televisão. Apreciem o vídeo e reportagem disponíveis no link abaixo, enquanto eu fico aqui torcendo que ideias deste gênero se espalhem em outras universidades federais brasileiras, incluindo aquela onde trabalho hoje, e vou de bicicleta diariamente.


Abraços a todos e até o próximo post.

FRANZ

06 junho, 2010

Pampedal: história e questões ambientais

Hoje o pampedal estava bem legal. Como estamos entrando na semana do meio ambiente, a turma resolveu explorar alguns lugares normalmente pouco visitados da cidade. Assim, percorremos caminhos adjacentes ao arroio Bagé, que corta a cidade de um extremo ao outro, passando por pontos historicamente importantes da região. Para ter uma idéia, o arroio tem uma de suas nascentes ao pé das ruínas do forte de Santa Tecla, construído por duas vezes pelos espanhóis e por duas vezes rapidamente queimado e destruído pelo portugueses, durante o século XVIII. O que mais impressiona neste forte é o seu posicionamento estratégico. Para ter uma ideia, de um de seus pontos é possível visualizar localizações mais de 50km de distância em direção ao leste, em uma paisagem formada por colinas que se perdem pelo horizonte. Surpreendente!!

O arroio Bagé também passa por algumas partes bem baixas da cidade, tendo em vários desses pontos a presença de casas de famílias menos previlegiadas. Depois seu caminho cruza ao lado da antiga ferrovia da cidade, transformada em prefeitura. Na sequência, ele se emoldura em curvas sinuosas, com mata nativa e rochas, e ainda tem suas margens redesenhadas por uma represa, os limites de um quartel, casas bem antigas, pontes e o pé do morro que contém em seu cume a igreja matriz da cidade (igreja de São Sebastião), marcada por furos de balas e cheia de história.


Curiosamente, no último inverno esse arroio trangicamente desabrigou muitas famílias carentes por conta de três dias de chuva torrencial. O interessante é que uma das principais causas da inundação foi o acúmulo de toneladas de lixo depositadas nele exatamente pela própria população da cidade. Felizmente, hoje está sendo feito a limpeza de seu leito por escavadeiras e ainda, a revitalização de alguns pontos de sua margem. Ao que tudo indica o trabalho resultará em algo bem legal, caso a população não se encarregar de destruí-lo novamente, é claro.

Segue abaixo o roteiro do pedal. Se algum ciclista de fora da cidade chegar a Bagé e quiser fazer esse mesmo caminho é bom que curta MTB e esteja disposto a carregar sua bike nos ombros em alguns pontos, pois o trajeto exige. Maiores detalhes do pedal, incluindo fotos, podem ser vistos no blog do Heron (veja AQUI).


Por hora é isso.
Abraços e até o próximo post.
FRANZ