28 fevereiro, 2010

Pedal seguro - 10 conselhos

Olá pessoal,

O ótimo vídeo que segue abaixo eu descobri através do blog de nosso amigo reclineiro, o peruano Keniro. Consiste em um vídeo muito bem produzido e, pelo que entendi, incialmente dedicado aos ciclistas da cidade do México. O vídeo contém um espanhol muito fácil de entender, imagens bem autoexplicativas e trás 10 conselhos para andar adequadamente de bicicleta pela cidade.
Bom proveito.


Abraços e até o próximo post.

FRANZ

11 fevereiro, 2010

Novidade reclineira germânica

Inevitavelmente, sempre tem algo bem diferente para nos surpreender em termos de boas novidades no mundo cada vez maior das bicicletas reclinadas. Há sempre coisas bem diferentes como as bikes FWB já comercilizadas pelo Malric da Zockra Bikes (França), as arrojadas 20"x20" de Henrico Losna (Itália) e, por que não dizer as belas, resistentes e diferentíssimas bamboocicletas artesanais do nosso Klaus (Brasil).


Pois a novidade abaixo é mais uma daquelas boas. Consiste em uma nova bike lowracer alemã com um design bem diferente. Pelo que entendi o website deles recém entrou no ar no dia 07 de fevereiro e é cheio de estilo. Como está somente em lingua alemã, não pude interpretar se realmente é uma empresa que entrará para valer no mercado, mas todo o capricho aponta para isso (os entendidos em alemão de plantão que me ajudem). Independente desse aspecto, o desenho do produto já para deixar quem curte design ciclístico, arrepiado. O nome da empresa é TROYTEC. Apreciem a foto e fiquem de olho, pois talvez essa bike ganhe fama pela www nos próximos meses.
Vou inserir o link para esta empresa lá na lista de febricantes deste blog.

Abraços a todos e até o próximo post.

FRANZ

05 fevereiro, 2010

Artesanal carioca magnifica

Segue abaixo o relato de mais um trabalho magnífico. Consiste em uma highracer feita pelo Mordaz (Roberto Tavares), um reclineiro de carteirinha e uma das referências brasileiras em termos de reclinadas. O relato foi feito por ele mesmo e se encontra no Recliforum (confira aqui), com um tópico todinho dedicado só para ele. Boa leitura e podem babar a vontade.


"Apresento-lhes a minha high-racer. Segue a escola americana (Bacchetta, Volae, Carbent), caracterizada por um tubo principal reto, motivo pelo qual também chamam de "stick bike", ou "bici vareta". Aliás, "Vareta" seria um nome bacana para uma marca brasileira de reclinadas monotubo. Considerem o nome registrado! Agora, voltando ao tópico...
A alma do negócio, o quadro, foi feito todo em CrMo pelo Arthur (mais informações sobre o Arthur aqui). O tubo principal tem 1,5" de diâmetro. A traseira foi feita a partir de um garfo mtb Tange, também de CrMo, originalmente de apenas 800g. Optei por duas rodas 700c montadas em vez das 650c usadas nas Bacchetta. São mais facilmente encontráveis com qualidade razoável e preço competitivo. Rodas 26" (559mm) também foram consideradas, mas na faixa de preço que estabeleci, um par de rodas montadas pesaria pelo menos 300g a mais, então, bati o martelo pelas 700c.Outra vantagem do uso de rodas 700c é a compatibilidade com peças de estrada. Isso me permitiria usar um garfo full carbon. A princípio, pensei em usar um Easton EC90 SL, mas a opção por um monotubo de apenas 1,5" de diâmetro condicionou o uso de um garfo "standard" em vez do popular "over". Embora o Easton e outros até existam na medida "standard", parece que ninguém mais vende garfos nessa medida. Por sorte, consegui comprar um Look HSC-3 usado, de apenas 360g.Também de estrada sâo os freios. Esse foi mais um capítulo complicado da história. Nas chamadas "speeds", o freio dianteiro fica na frente do headtube, com bastante espaço livre para os braços do "caliper" e para o cabo, que sai por cima. Numa high-racer, os braços do freio esbarrariam no monotubo.Procurei, então, modelos de freio alternativos, principalmente os empregados nas reclinadas comerciais. Depois de considerar freios instalados atrás do garfo em vez de na frente (existe um modelo da Oval Concepts para TT, muito interessante, mas pesado e pouco eficiente), acabei optando por algo já testado na Carbent, um par de freios Ciamillo ZeroG, de apenas 198g o par. (Na verdade, a Carbent usa o NegativeG, da mesma marca, supostamente mais forte e um pouquinho mais pesado.) Guidão, "riser" (aquele tubo que vai da espiga do garfo até o guidão) e BFT são da Bacchetta. Esse BFT (Bacchetta Fine Tune) é uma peça engenhosa que permite dar o aperto da caixa de direção por fora, sem usar a porca estrela, a qual ficaria inacessível mesmo. Todo o conjunto de direção fica muito simples, minimalista e leve.O banco, cópia do M5, foi produzido em carbono pelo Klaus. Esse banco é perfeito para essa aplicação.Quanto à pedivela, as normalmente utilizadas em high-racers são pedivelas de estrada. Optei por uma mtb por dois motivos: Primeiro, devido aos meus "pés de pato", preciso de pedivelas com grande fator Q (distância entre os braços da pedivela), para não esbarrar o calcanhar. Segundo, uso pedivelas encurtadas em todas as minhas reclinadas, o que me faz preferir marchas mais leves do que as que eu poderia conseguir com uma pedivela de estrada. Optei por uma relação bem extensa, com coroas 48, 32 e 20. Isso, em uma pedivela de 150mm, juntamente com um cassete 11-34, proporciona marchas até mais pesadas, relativamente, que as típicas de uma speed, e suficientemente leves para encarar qualquer subida sem apear (detesto empurrar bicicleta; é um saco). Como a bike ficou leve, quase não estou usando a coroinha, mas é bom tê-la como último recurso, caso eu fique muito cansado num pedal longo ou enfrente uma subida anormalmente íngreme. Um detalhe que já foi abordado em outro tópico é o sistema de fixação do câmbio dianteiro, totalmente ajustável e preso ao tubo principal por uns suportes plásticos que encontrei prontos. Aliás, esses mesmos suportes plásticos, desta vez modificados, foram utilizados na fixação do banco ao tubo principal."


Abraços a todos e até o próximo post!!!