28 fevereiro, 2009

Helmet mirror - Solução simples

Aqui vai um texto rápido para uma solução rápida, simples e barata. Trata-se de um espelhinho para fixar no capacete.

Material:
Um par de espelhinhos plásticos panorâmicos (usei só um e o outro ainda será útil): R$5,00
Duas cintas de fixação (tem gente que chama de ziptac): +/- R$0,05
Um raio de inox para aro 26": +/- R$0,10
Ferramentas: Alicate, objeto perfuro-cortante (tesourinha de unha)

Confecção:
1. Desmonte a haste do espelhinho;
2. Faça um furinhos onde entre a rosca do raio (furei com uma tesourinha de unha);
3. Dobre o raio em "L" e depois em "T" na extremidade que ficará junto ao capacete (a segunda dobra impede que ele fique girando);
4. Faça 3 furinho na aba do capacete (tb usei uma tesorinha de unha);
5. Fixe tudo de acordo com seu conforto (como sou quase cego do olho esquerdo, a regulagem foi a etapa mais dificil e demorada :-))) ). Podem observar minhas limitações no olho esquerdo pela ditância que o espelho fica do capacete, pois só com essa distância consigo usar parcialmente o olho direito para auxiliar na visão.

Tempo de confecção: uns 30 minutos. :-))

É isso!! Sintam-se a vontade para copiar!!

16 fevereiro, 2009

Basman - A primeira no Brasil

Esta semana não poderia começar melhor. Ontém recebi o relato abaixo, de um dos amigos virtuais que acompanham este blog. Quem me mandou foi o Eduardo (Daio) Tega,
Diretor Executivo da Universidade do Futebol e, como ele mesmo diz, um grande apaixonado por esportes. Ele me enviou um belo relato com a notícia da entrada no Brasil da primeira Basman. Eu próprio já pedalei uma dessas (ver As bicicletas de Ovar) e sou profundo admirador do modelo.
Daio, fico muito agradecido pela sua participação aqui no blog e tenho certeza de que sua história inspirará a entrada de outras choppers no Brasil, e com certeza ajudará na disseminação dessa categoria de bicicletas.
Vamos lá. Boa leitura a todos:

"Há tempos que precisava novamente de uma bike.
Para quem passou uma parte da infância e da adolescência em cima de duas rodas, inspirado pela era das Bicicross, com as Extra-Nylons, Extra-Lights, BMX e etc. (antes que me perguntem… sim, também pedi pra minha mãe fazer uma touca igual ao filme do ET!), era uma vergonha que eu não tivesse em minha garagem algo que não fosse motorizado e que me resgatasse aqueles bons tempos.
Principalmente, por agora eu morar numa area muito convidativa para passeios em família e por ter dois filhos - o Diogo de 5 e meio e o Tomás, que chegou agorinha, no final do ano.
Na verdade, pra dizer que nenhuma bike habitou nossa garagem ultimamente, emprestei uma montain bike da minha irmã, logo que o Diogo já conseguia se agarrar ao guidão e durante uns dois anos, curtimos bastante os nossos happy cruisins. Agora ele já se vira bem com a bike dele, desde o ano passado, quando ensinei-o a andar sem rodinhas.
Estava na hora de ter uma bicicleta para a família e eu achava que poderia me presentear com alguma coisa que estivesse além das bicicletas-para-pais-com-filhos.
O blog do Luis Franz foi um dos primeiros que achei na internet. Através dele, me atualizei bastante sobre esse universo fascinante das duas rodas.
Mas foi num post do Franz, em especial, sobre arte e conforto sobre duas rodas, que vi a foto de uma Basman Project 346.
Foi amor a primeira vista…

Era o state of the art das bicicletas, onde o conforto e o prazer em pedalar serviam de pilares conceituais para a sua customização. E era exatamente o que eu procurava… Depois de alguns dias navegando pelos sites da Chopperdome, Basman e Project, esse desejo criou ainda mais força. Eu já estive em Amsterdam por algumas vezes e na última em particular, aluguei uma bike e rodei a cidade por dois dias. Só não me atentava que a bicicleta que me fez gostar ainda mais do estilo de vida holandês, era uma Basman! Enviei um email em agosto para a Chopperdome, na Holanda, que me foi respondido uma semana depois, com um pedido de desculpas do próprio dono – o Rhalf – dizendo que devido a feiras e outros eventos em que representava a Chopperdome pela europa, não havia conseguido me responder antes. Desde o início ele se mostrou muito dedicado e proativo, principalmente por nunca ter despachado uma dessas para o Brasil.Depois de uma meia dúzia de emails, eu reforcei minha intenção de compra com um sinal de 20%, via Paypal. Até então, não havia colocado no papel o quanto realmente esse capricho poderia me custar. E foi o que fiz nas semanas seguintes, consultando companhias aéreas, amigos que trabalham em importadoras e o site do Governo Federal, é claro.


Para a minha sorte, surgiu uma viagem de negócios à Inglaterra e seria uma boa oportunidade para trazer comigo a minha preciosa, mesmo que isso me custasse um extra pelo excesso de bagagem. Na Inglaterra, fui até um representante da Chopperdome próximo a Londres e fiz mais uma parte do pagamento (o que mais tarde seria a salvação para viabilizar a sua chegada!).

Combinei com o Rhalf o envio de Amsterdam para Londres (80 euros) e ficamos aguardando os detalhes. Infelizmente, apesar de toda a boa vontade e a minha engenharia em voltar somente com uma mala, – deixando a outra para a Bike (peso aproximado de 20 kg) - tivemos problemas com o envio do restante do dinheiro para a Holanda, o que inviabilizou o meu retorno com a bike naquele momento. Já no Brasil, voltamos a trocar emails e o Rhalf mais uma vez dedicado em resolver a situação, tentou enviá-la via brasileiros que estavam em Amsterdam.
Desistiu mais adiante, por encontrar dois ou três malucos, que eram capazes de perder a bike pelo caminho (ou fumá-la, se é que vcs me entendem…)
No final das contas, o Rhalf pagou o frete da bike até o Brasil, via TAP Cargo, e eu fiquei com os custos da alfândega. Para a minha sorte, o pessoal de Guarulhos interpretou que a bike deveria ser entendida como bagagem da viagem que fiz à Inglaterra e as despesas com os impostos ficaram mais reduzidas. Boa parte desse crédito é válido à invoice que tinha em mãos, daquele pagamento parcial realizado lá na Inglaterra.
Bom, compartilho com vcs algumas fotos da minha boneca, desde a customização na Holanda, a montagem no Brasil e as fotos em frente de casa.
Abaixo, deixo minha resposta, caso alguém me faça aquela pergunta trivial: Valeu a pena todo esse trabalho?

E-mails para a Chopperdome, na Holanda = 23
Preço pago via Paypal = €1000
Alfândega Brasileira = R$360
Custos de Estocagem em Guarulhos = R$120
Custos até o aeroporto = R$90
O sorriso do meu filho quando estamos andando na nossa bike

NÃO TEM PREÇO!!"


Esse foi o relato do Daio.
Mais uma vez, obrigado Daio!!!
E abração a todos e até o próximo Post.

03 fevereiro, 2009

Grom - 02/Jan/2009

Para quem ainda não sabe, o GROM é o acrônimo de Grande Reclinaço Oficial Mensal. Esse termo foi criado numa rodinha de café pelo Artur (acho que foi lá por 2006). Desde então, o Grom vem acontecendo até mesmo em dias nublados, com frio ou com chuva. Participei de poucos até hoje, até porque estava longe durante um ano. Muitas vezes participei com minha MTB e algumas vezes com reclinadas emprestadas pelo Artur ou pelo Raul. Mas, nenhuma das outras vezes o passeio para mim foi tão especial quanto ontém, pois pela primeira vez coloquei minha eternamente inacabada reclinada na rua e pedalei devidamente integrado ao time reclineiro de mais um GROM.

O passeio estava combinado para as 18h00 para aproveitar a luz do dia, o que para mim seria ótimo, dado que nem mesmo piscas eu coloquei em minha bike. Pois, 18h01 eu estava lá no ponto de encontro com minha HR 24x24, louco para iniciar minha pedalada com essa bike e fazendo os últimos ajustes nas polias de gerenciamento da corrente, as quais aparentemente ficaram em sua posição ótima.

Aos poucos foi chegando o resto da turma. O primeiro deles não estava reclinado, mas pedalando uma bike fixa linda (pela primeira vez experimentei pedalar uma e achei muito legal). Era o Fábio e sua esposa que foram embora um pouco mais cedo e não chegaram a participar do passeio. Claro que aproveitei para pegar umas informações com ele quanto aos ajustes e soluções possíveis de serem aplicados e minha bike, afinal o Fábio é um expert nesse aspecto. Depois chegaram o Olavo Ludwig, O Daniel Lorenzini e o Artur, com o Tuzinho na garupa de sua Ypê. O grupo ainda teve o reforço do André, vulgo alemão, com sua MTB e parceiro de pedaladas de longa data (ele disse tem quem uma reclianda artesanal pela metade na garagem dele, mas não sabe se um dia ela ganhará as ruas).

Depois de muita conversa e da tradicional observação das bikes uma a uma (talvez nem os reclineiros se dêem conta disso, mas sempre tem esse ritual de observação e aprendizado nos detalhes das bikes alheias a cada pedalada), vimos que era hora de partir, senão acabaríamos indo pedalar à noite. O Tuzinho voltou para casa de carona sua mãe, e nós partimos em direção ao Rio Guaíba, e depois, para a zona sul de PoA, até o antigo atracadouro da balsa que fazia a travessia PoA-Guaíba. Experimentamos, inevitavelmente, a famosa ciclovia em frente ao hipódromo e novo shoping. Famosa enre os ciclistas pela sua má construção, sem início ou fim, pelo mal assentamento dos tijolos de concreto no piso, e pelas condições do entorno onde quase tivemos que fazer free style e dow hill, ao invés de uma pedalada tranquila. Não obstante, a mesma ainda consquistou em uma paixão avassaladora os pedestres que a utilizam para caminhadas, impedindo o fluxo das bicicletas. Em seguida, completamos a primeira parte do passeio com um belo pôr de sol em frente ao museu Iberê Camargo, com direito à tradicional foto de registro da pedalada.

Depois fomos até a Usina do Gasômetro onde a turma deu umas pedaladas na HR 24x24, para experimentá-la e examinar como se comporta o guidon em forma de U. Por fim, encerramos o passeio no "Ecoposto" já mais de 21h00. O Olavo acabou vindo comigo até minha casa para auxiliar com seu farol e piscas.

Espero colocar logo os cabos dos trocadores de marcha e alinhar o garfo para poder realmente arriscar pedaladas mais longas. Estamos até planejando um Grom só para visitar o Eloy e o Chapolin (em Guaíba) e depois o Helder, em Charqueadas.

Mas, enquanto os ajustes e as pedaladas mais longas não vêm, vou curtindo esses ótimos momentos, os quais o ciclismo proporciona. Momentos que são fonte de um bom bate-papo entre amigos, sensação de brisa no rosto, belas paisagens e bem estar físico e emocional.

Abraços a todos, até a próxima!!