31 outubro, 2007

Uma artesanal carioca

Vamos voltar um pouco ao Brasil e a reclinadas. Como já havia comentado em postagens anteriores, este blog vem me trazendo boas surpresas. Um exemplo é a possibilidade de conhecer pessoas de vários lugares, com opiniões e gostos ciclísticos variados. O fato de curtir o design de bicicletas de outros estilos também tem me permitido transitar por vários nichos do ciclismo, além das bicicletas reclinadas. Uma coisa curiosa e muito agradável que vem ocorrendo nos últimos meses é a possibilidade de divulgar os trabalhos de construtores de reclinadas. Os trabalhos variam bastante em termos de concepção e confecção. O resultado abrange desde projetos já bastante amadurecidos e prontos para a entrada no mercado, até protótipos totalmente artesanais. Em ambos os casos, a criatividade e entusiasmo das pessoas me surpreende positivamente. Isso é talvez o fato mais legal nesta oportunidade de divulgar os trabalhos, pois me sinto tendo a oportunidade de demonstrar de forma democrática as diferentes idéias que poderão propiciar a propagação das reclinadas em vários meios e, principalmente, no Brasil. Nesta postagem divulgarei o trabalho de um catarinense que vive no Rio de Janeiro a 35 anos. O nome dele é Leandro, e se seu trabalho é realmente muito interessante, principalmente no que se refere ao aproveitamento de partes de outras bicicletas convencionais na construção de suas máquinas. O texto que segue é do próprio Leandro, e demonstra um pouco das suas idéias e sua afinidade com as reclinadas. Após o texto seguem algumas das fotos que ele me enviou mostrando seu trabalho. Boa leitura:

"Sou formado em programação visual e educação artística. Atualmente, sou administrador de teatro e professor de arte, e espero poder incentivar outras pessoas que desejem construir suas reclinadas. A primeira vez que vi uma bike reclinada foi nas paineiras aqui no Rio de Janeiro, depois fiquei sabendo que ela era do Pedro Zohrer.
A procura por um banco confortável, já que não consigo andar por mais de 2 horas em qualquer tipo de selim, foi o que me levou a encontrar as bikes reclinadas. Pesquisando na internet encontrei diversos tipos e também muitos reclineiros que construíram as suas próprias bicicletas.

Foi dessa forma que comecei meu primeiro projeto. Comprei um quadro usado e comecei a análise do que poderia usar dele, fazendo cortes e o aproveitando ao máximo, podendo assim reduzir a quantidade de soldas. Um exemplo do que obtive é a frente com caixa central e suporte para o trocador dianteiro junto com o prolongador. Neste caso, somente cortei e limpei as soldas existentes. Depois basta arrumar um tubo no qual seja possível fazer um corte, e soldar quatro parafusos para poder ajustar o mesmo conforme o tamanho do ciclista. Na traseira, usei um garfo dianteiro forte, soldado no tubo principal, em todas as bicicletas essa solução funcionou muito bem. Rodas de patins com um corte no meio servem para manter a corrente no lugar desejado.
O maior problema sempre foi o banco que resolvi com um pedaço de compensado, forrado com esponja e capa. Na montagem do encosto utilizei um bagageiro que é leve e já tem os encaixes para as hastes. Neste caso também forrei o mesmo com esponja (usando tiras para fazer os ajustes da coluna vertebral) e tecido de nylon. Estou fazendo um molde para tirar cópias em fibra de vidro, creio bem anatômico. Usei tinta spray na base e na pintura das bicicletas.
Enfim, com muito trabalho e muita tempo medindo, analisando, observando, usando uma furadeira e uma esmerilhadeira, construí as bicicletas que eu tanto queria. Elas são perfeitas para passear, permitem uma visão ampla da paisagem e mais segurança no trânsito, já que você anda visualizando tudo na sua frente. Posso pedalar uma manhã inteira sem sentir nenhuma dor e já andei bastante pelas ciclovias do Rio de Janeiro. Minha mulher tem uma reclinada modelo EXD do Zohrer. Andamos sempre juntos, e agora também com nossa cachorrinha. Só nos falta fazer uma viagem longa.

Leandro, pessoalmente achei muito legal seu relato e seu trabalho, principalmente pela sua criatividade e inciativa. Espero que esta postagem possa passar a mesma impressão aos demais visitantes deste blog. E espero que seu exemplo, assim como o de outros construtores que têm passado por aqui possa servir para encorajar outras pessoas que tem vontade de ter uma bicicleta com o seu jeito e sua personalidade. Valeu mesmo!!
Aos demais, nos vemos na próxima postagem!!!
Abraços e até lá!!

Parada para notícias

Antes de partir para a próxima postagem, que entre hoje e amanhã colocarei aqui no blog, só dêem uma olhada nessa notícia que foi veículada aqui na cidade onde moro. E eu estarei assistindo tudo de camarote. ;-))

Universidade dá bicicletas aos estudantes
"A Universidade do Minho (UM) quer implementar ainda este ano lectivo, nos "campus" de Braga e Guimarães, o transporte da bicicleta estudantil, conhecida por "Bute" (Bicicleta de Utilização Estudantil), já em prática em várias cidades europeias. O projecto, da responsabilidade dos Serviços de Acção Social, tem por objectivo a distribuição gratuita aos estudantes de 2000 bicicletas até Julho de 2008.
O arranque desta iniciativa está já programado para o próximo mês de Novembro, com a entrega das primeiras 200 bicicletas a estudantes bolseiros, dando-se prioridade, nesta fase, segundo Carlos Silva, dos Serviços de Acção Social da UM, a alunos colocados nas residências universitárias.
A ideia, segundo aquele responsável, é proceder, mensalmente, à entrega de 200 bicicletas. O projecto será implementado em cooperação com uma empresa de Aveiro, a "Ideia Biba", liderada pelo antigo futebolista bracarense José Nuno Amaro, que concebeu a chamada "Bute".
Os estudantes receberão por um período de três anos este equipamento considerado "pessoal e intransmissível", podendo, contudo, optar pela aquisição da bicicleta, mediante o pagamento de uma quantia dita "simbólica", a rondar os 25 euros.
O projecto, segundo apurou o JN, terá a "experiência-piloto" na cidade de Braga, onde existem já condições de implementação do corredor do transporte de bicicleta, após a criação, há dois anos, da ciclovia de Lamaçães e Rodovia, zonas, de resto, próximas da UM e que registam significativa concentração de estudantes da academia.
Pedro Soares, presidente da Associação Académica da UM, desconhece, em pormenor, o projecto universitário, mas adiantou ontem ao JN tratar-se de uma "boa alternativa" à mobilidade urbana, a par de novo conceito de qualidade ambiental, ao nível de transportes. "Estamos curiosos por saber, em concreto, como este projecto vai funcionar, mas não deixa de ser uma iniciativa inovadora que aplaudimos", disse.
O projecto do "Bute", que será apresentado na próxima quarta-feira, em Braga, terá o seu investimento assegurado a partir de receitas publicitárias.
"
Autor: Magalhães Costa
Texto extraído do Jornal de Notícias.

22 outubro, 2007

As bicicletas de Ovar

Pronto!! Vamos voltar um pouco a Portugal. Afinal, prometi que traria novidades da pátria-mãe.
Dizem que quem procura acha! É verdade! Minhas pesquisas sobre a realidade ciclística portuguesa estão avançando. Talvez possa até dizer que passos largos. Semana passada estive na cidade de Ovar, capital portuguesa das bicicletas chopper e conheci um gajo muito porreiro (um cara muito legal), chamado João Ribeiro, que é talvez o maior entusiasta e disseminador dessas bicicletas por essas terras galegas. Conversamos o bastante para escrever muita coisa, mas tentarei deter-me ao máximo para não tornar esta postagem muito extensa.

Bicicletas Chopper em Ovar
Cheguei ao João através de minhas buscas no sítio da Chopperdome (vendedora de bicicletas holandesa). Além das bicicletas reclinadas, também tenho especial apresso pelas bicicletas chopper, às quais descobri com o João, vão além do conceito puramente ciclístico, e avançam para o terreno do estilo de vida. Segundo este gajo, a entrada das bicicletas deste modelo foi gradual em Portugal, mas já está bastante difundido e as pessoas que curtem tais bicicletas têm sintonia em alguns aspectos. Ele relatou que o gajo que anda numa chopper não está pensando em velocidade ou desempenho mas, sim, em curtir o momento da pedalada em si. O gajos e a raparigas (às quais, cabe ressaltar que chegam próximo aos 50% dos consumidores dessas bicicletas por aqui), não usam roupas especificas para ciclismo, nem tampouco capacetes, pois seus passeios são a baixas velocidades e voltados para o entorno, o bate-papo. Com isso, os roteiros chegam, no máximo aos 50km, e cada encontro vira um acontecimento especial. Em suma, "o importante é viagem e não, o destino". Eu resolvi dar uma volta pela cidade e na praia, pra conhecer o local, e de fato encontrei algumas bicicletas, que são em sua maioria da Nirve (marca norte-americana da qual o João é representante por aqui). Eu percebi que seus os donos das bikes estavam por lá a pedalar lentamente suas bicicletas, batendo papo com os amigos e curtindo o sol e a praia.
O oficina do João Ribeiro
Agora vamos falar um pouco do trabalho e da oficina do João. Esse gajo é, na verdade, dono de uma loja de roupas e seu interesse por estas bicicletas o levou a expor as mesmas em sua loja.
Com o tempo, elas passaram a interessar alguns de seus clientes, que às compraram, depois as bikes entraram em fotografias de publicidade, clipes, e o resto não já dá para imaginar. Hoje, ele distribui para todo Portugal e só não atende o Brasil ainda por causa das dificuldades impostas pelo nosso distanciamento ultramar e suas barreiras alfandegárias. Mas, de fato, segundo ele mesmo me revelou, muitos brasileiros entram em contato à procura de peças e acessórios. Afinal, o sítio da Flowcycles (sua loja) é talvez, o único em português que exista dedicado somente a este ramo ciclístico.
Pronto!! Ele também é mecânico de bicicletas e, como a mecânica das choppers é simples, ele mesmo realiza quase que todo o trabalho em suas bikes. A oficina dessa cara é muiiiiito fixe (muito legal). Lá dentro encontrei coisas que fariam um apaixonado por bicicletas chopper babar por horas e mais horas ininterruptas. Me deparei com muitos cromados, garfos de vários tipos, diversos guidons, bancos bananinha, tampas para ventil em forma de dados e de caveiras, e pasmem, pneus que chegam a 4 polegadas. Tudo produzido especialmente para este estilo de ciclismo. Não satisfeito, o João recupera bicicletas antigas. Na foto acima à esquerda é possível ver uma bicicleta branca, à qual foi recuperada por ele e está impecável. Escondido em seu estoque está uma bicicleta literalmente tirada do lixo que data da década de setenta. A mesma está intocável e toda enferrujada, mas ainda com um pneu e várias peças originais. Uma relíquia digna de museu e, a qual, ele irá recuperar em breve. Não dá para imaginar essa bike num lixo. A bike lowrider (na foto à direita, com o pneu traseiro vazio) está sendo montada por ele e para ele. :-))
A Project 346 Basman

Como já havia dito, não seria fácil fazer uma postagem breve. Ficará faltando falar inclusive, da simpática cidade de Ovar. Mas prometi a mim mesmo que vou retornar lá, e então farei uma postagem especialmente dedicada à ela. Antes de fechar, não poderia deixar de falar da Basman. Essa bicicleta é, talvez o ícone do nascimento do estilo chopper europeu. Explico por que. O movimento chopper nasceu nos USA e, até então, todas as bicicletas deste estilo não tinham uma identidade totalmente própria, sempre ficando ligadas às linhas do design norte-americano. A Basman foi totalmente pensada e desenvolvida na Holanda, tendo como característica a simplicidade e baixo custo, para o padrão europeu. Assim, cada um poderia comprá-la e montá-la ao seu gosto. Acontece que deste trabalho surgiu uma bicicleta com linhas sem igual. Pra mim é a mais bonita da categoria (mas isso é opinião particular e não vale :-)) ). Ela é uma bicicleta européia no desenho e na “alma”.
Eu pedalei a mesma e achei muito boa. Ela é leve na pedalada, e muito confortável. Somente achei o guidon um pouco largo demais e um pouco baixo. Neste ponto o João concorda. Ela é bem baixa na parte inferior do quadro, logo, não suba o cordão da calçada com esta bike, pois irá arranhá-la. ;-) Se meu objetivo não fosse uma reclinada, confesso que daria um jeito de voltar para o Brasil com uma bicicleta dessas.
Bom!!! Teria muito mais coisas pra falar, mas não vou me extender mais. Eu mesmo não teria lido um texto tão longo pela internet. Blogs com textos longos demais tornam-se chatos e cansativos. Mas, não houve jeito de fazer algo mais suscinto.
Quero fechar agradecendo ao João Ribeiro pela sua atenção e desejar-lhe sucesso no seu trabalho pela Flowcycles. Espero que seu exemplo inspire brasileiros que gostam de bicicletas chopper no Brasil.
Os demais visitantes, abraços e até a próxima postagem, que trará o trabalho de um carioca reclineiro. Não percam!!

16 outubro, 2007

Chutando o balde! Lowriders!

Quero começar esta postagem com um pouco de reflexão!! Quero que você pare um pouquinho de ler agora e vá lá seu íntimo buscar de uma forma bem sincera a resposta para a seguinte pergunta: "é ou não é bom passar limites de vez quando, independente do que parece certo ou errado?". Coisa boa aquele gole de cerveja que nos faz passar dos limites e depois ter uma boa história para contar. Ou quem sabe aquele estopin, onde mandamos aquele "mala" bem longe. Quantas vezes não temos a sensação que se gritássemos poderíamos acordar a cidade inteira. E o interessante é que, apesar disso, não gritamos (curiosamente, eu sou um desses).
Vamos esquecer um pouco toda a preocupação com ergonomia, performance, etc, etc, porque, se dependesse de aspectos técnicos as mulheres, por exemplo, não usariam salto alto e toda aquela parafernália de acessórios desconfortáveis que às deixam tão bonitas. Em princípio, parece que o que estou falando não tem nada a ver com bicicletas, mas no fundo, no fundo, tem tudo a ver. Pelo menos com as lowriders. Essas bicicletas que vistas com desapego funcional e liberdade estética se tornam lindas.
Andei pesquisando pela internet há algum tempo atrás, imagens dessas bicicletas que são tão fascinantes em virtude do seu design diferenciado. Confesso que não li muito, mas acho que vi o bastante para perceber que os caras que curtem essa categoria têm uma certa identificação com aqueles que curtem bicicletas choppers (ver as postagens Bicicletas Chopper e Bicicletas cheias de estilos). Só que, no caso da lowriders, não há limites para a criatividade mesmo, exatamente pelo fato de não haver limitações de funcionalidade. Cada modelo tem o jeito e o visual do seu dono e, quase sempre está cheia de cromados, dourados, e coisas penduradas por todos os cantos. Em alguns casos, seus donos colocam dispositivos hidráulicos que levantam a bicicleta do chão ou então baixam seu guidon para a frente.

Em outros casos, colocam-se equipamentos de som e assim por diante. E confesso, que no caso de algumas, não sei nem como os caras conseguem pedalar. E de fato, não conseguem. :-)) O que não significa que isso tire a beleza das mesmas. E cabe lembrar, o visual de quem está em cima da bicicleta também acaba entrando no contexto, com direito a posar para foto com cara de mal e tudo mais.

Por fim, quero fechar aqui dizendo que gostaria de ver uma bicicleta dessas de perto, pedalar numa ou, quem sabe, até ter uma, só para ficar polindo os cromados dela, tirando umas fotos da mesma e dando uma pequenas pedaladas sem compromisso. Quem está achando loucura, talvez não tenha feito a tal reflexão que falei acima. ;-) Não concorda??

Estão expostas aqui algumas fotos dessas "máquinas" (como dizem os portugueses, ao se referirem às bicicletas). No links deste blog, junto às bicicletas chopper incluirei os atalhos para quem tiver vontade de fazer algumas pesquisas sobre o assunto.
Abraços a todos e até a próxima!!

09 outubro, 2007

Mais uma artesanal gaúcha

Não é de hoje que este blog tem me oferecido agradáveis surpresas no que se refere às bicicletas reclinadas. No mês de Setembro não foi diferente. Mesmo estando tão longe, recebi notícias quentíssimas “saídas do forno”, logo ao lado de Porto Alegre. Agora a cidade de Guaíba também tem um reclineiro que, pelo seu projeto não me pareceu menos criativo que os demais amigos que aventuram-se a construir suas próprias reclinadas. O nome dele é Eloy Souza. Espero que esta descoberta crie finalmente a ponte que faltava para que os reclineiros porto-alegrenses façam suas visitas à Guaíba, e que também recebam visitas do Eloy. Acho que a distância entre as cidades não passa de 80km, ida e volta. O texto e que segue foi obtido a partir de um email do próprio Eloy e, segundo ele, assim como as fotos, são preliminares. Portanto, acho que breve teremos outros post com as fotos da bicicleta concluída.
Aqui seu relato sobre a descoberta das bicicletas reclinadas:
Foi visitando os site Aventureiros do Brasil, que conheci as bicicletas reclinadas. Comecei a pesquisar na internet, onde achei muitas informações positivas em relação a outras bicicletas normais. Decidi fabricar minha própria bicicleta, a partir do momento que conheci o teu projeto que estava em andamento no blog.
E aqui o texto extraído a partir de seu relato sobre o projeto:
Durante execução do projeto, decidir como ía ser a bicicleta foi a maior dificuldade, tendo em vista as muitas configurações existentes. Foi necessário então, pensar em algo que fosse possível fazer em casa com as ferramentas que possuía (um exemplo é a união das 02 partes do quadro com chapas, feitas dessa forma por não ter uma dobradeira de tubos). O quadro foi comprado usado, sendo de uma bicicleta com suspensão. O mesmo foi cortado para dar andamento ao projeto. Outra dificuldade encontrada foi como determinar as muitas medidas importantes e, neste ponto, foi necessário cortar o quadro e encurtá-lo durante os testes. Perdeu-se muito tempo com o banco pois ele não apresentava a rigidez mecânica mínima necessária e precisando ser refeito várias vezes.
A bicicleta já foi testada de uma maneira improvisada, só com o freio traseiro e sem o câmbio. É um pouco complicado. Percebe-se que é muito confortável mas, após estes pequenos momentos de "reclineiro” foi necessário desmontá-la, jateá-la e fazer alguns acabamentos com massa. Depois disso os próximos passos do projeto serão: fundo, pintura e montagem do corpo principal da bike. Por fim, o Luciano da Speed Bike (loja de Guaíba que me forneceu a maioria das peças), fará a montagem e regulagem dos câmbios e freios.
Para concluir, a bicicleta ficará acima do peso inicial previsto. Esperava-se no máximo 16Kg mas ela vai ficar com, aproximadamente, 22Kg. Neste ponto, foi dado preferência à apresentação e nem tanto à funcionalidade. O valor final
também ficou bem acima do esperado, pois já ficou decidida a colocar de bons componentes para ter uma bicicleta confiável para longos percursos.

Em primeiro lugar, meu parabéns ao Eloy pela iniciativa. E gostaria de agradecê-lo por escolher este blog para divulgar seu trabalho. Espero que breve tenhamos o resultado final de sua empreitada para expormos aqui.
Aos demais colegas, um abraço e até o próximo post.