24 setembro, 2007

Triciclos "made in brazil"

Que tal voltar ao Brasil um pouco?!!
Queria dedicar este post ao trabalho de uma pessoa que não conheço pessoalmente, mas que me arrependo de não ter feito contato antes. Há um bom tempo atrás, não lembro bem por que caminho, descobri um site muito interessante de um carioca divulgando seus triciclos. Dado minha curiosidade, imediatamente resolvi olhar do que exatamente se tratava e pesquisei todos os detalhes do mesmo. A minha primeira surpresa foi a qualidade com que o site estava concebido, e a segunda foi o capricho visível dos triciclos lá encontrados. Fazia pouco tempo que tinha montado este blog e pensei imediatamente: "puxa vida, tenho que fazer um post sob o trabalho desse cara". Só que meu péssimo hábito de protelar algumas idéias fez com que somente agora eu realize o que tinha pensado muito tempo atrás. Pois bem, quis o destino que o próprio blog me permitisse trocar alguns emails com o dono de tal trabalho, o Arthur Melo, um carioca de 59 anos, que fabrica ele mesmo os triciclos HP3 (Foto à direita acima) e que, acerca de dois meses passou a divulgar a construção da HP2 (foto abaixo à esquerda), uma reclinada que demonstra pelas fotos que vi, um ótimo acabamento. Além de seu trabalho, o Arthur também mostrou ser uma pessoa extremamente receptiva, aberta à troca de idéias e, pelo que me pareceu, bem consciente do que realiza, dado sua experiência como engenheiro mecânico, que atuou até se aposentar na área de equipamentos de exploração e produção de petróleo de uma grande empresa brasileira. Tudo isso me fez lamentar não ter entrado em contato antes com este apreciador das reclinadas. Mas tudo bem! Antes tarde do que nunca, embora, o estabelecimento do contato com o Arthur tenha coincidido com um período meio conturbado e em um ano onde estarei um pouco com dificuldades de me dedicar ao assunto reclinadas (estou inclusive, temporariamente sem acompanhar todos os fóruns sobre ciclismo e, tenho pesquisado menos do que gostaria as bikes reclinadas).

O Arthur me revelou que há muito tempo é um apreciador de bicicletas, como é possível ver em seu relato: "O gosto pelo ciclismo é antigo, coisa da juventude, da época da Caloi 10. Não me esqueço de quando, ainda era garoto, chegou, num fim de tarde, a minha Caloi 10, novinha! Tive uma noite em claro, tal a ansiedade para ver o dia nascer e poder dar a primeira volta naquela máquina. Nunca antes tinha andado numa bicicleta com marcha e aquilo era novidade nacional! Daí que, ao ter agora mais tempo livre, me divirto projetando e construindo as trikes e bikes". Além disso, é muito interessante seu ponto de vista quanto à disseminação das reclinadas. Para o Arthur, é importante compreender que embora ainda que despertem a atenção, as reclinadas já não são propriamente uma "inovação tecnológica e são de domínio público mundo a fora".
Bom!! O Arthur mora na cidade do Rio de Janeiro e costuma ser encontrado também em Teresópolis (cidade serrana a 90 km da cidade do Rio de Janeiro). Pra quem tem curiosidade ou vontade de adquirir um triciclo, aconselho que não deixe de falar o Arthur antes de procurar algo importado. Experimente também acessar o site HP3 e você poderá conhecer melhor seus produtos e idéias.
Ao Arthur fica um abraço, meu agradecimento pelo tamanho de sua receptividade e minhas desculpas por ter demorado tanto em divulgar o seu trabalho.
Aos demais amigos, um abraço, e até o próximo post!

17 setembro, 2007

País "quase" sem reclinadas

Este final de semana fui visitar a maior loja de bicicletas de Portugal. Ela fica na cidade de Braga (também no conselho de Braga). Segundo me relataram por lá esta era a maior loja em área física e a que possuia maior número de produtos em oferta.
Até aí, tudo bem.
Examinei a loja até pelas frestas e, de fato, há muitas coisas por lá. Grande linha de vestuários, acessórios, componentes, ferramentas e, claro, bicicletas. Vi toda a linha da KONA lá (Surpreendente). Também tinha lá bicicletas da BIOMEGA holandesa. Tive o prazer de ver bem de pertinho os modelos BOSTON (1100 euros) e AMSTERDAN (950 euros). São lindas lindas mesmo. Mas além disso, e de um quadro chopper da KONA, que estava lá a pegar poeira, o resto que havia eram só MTBs de todos tipos tamanhos e para todas as idades. Claro que tinham algumas speeds e outros modelos, mas nada significativo. Cabe ressaltar que os preços, ao contrário do que eu imaginava inicialmente, são altíssimos, de 15 a 20% acima dos preços praticados em ciclismo no Brasil. Ou seja, para mim a descoberta desta loja não foi lá das mais empolgantes.
Resolvi então indagar um vendedor sobre bicicletas reclinadas e, inicialmente, ele nem sabia o que era :-(((. Depois de uma breve explicação ele entendeu e me relatou que em Portugal reclinadas não são bem vindas. O que me fez imediatamente perguntar "por que??", afinal essas bicicletas são tão interessantes. A resporta foi:
"As ruas aqui em Portugal são muito estreitas, sinuosas e irregulares, o que impede uma boa dirigibilidade para as reclinadas, além de risco de atropelamente. O terreno português também é muito irregular e com poucas planícies, o que não motiva a população a adquirir reclinadas e acaba incentivando fortemente a prática de MTB. Por fim, o país é pequeno (550 km de norte a sul e mais ou menos a metade no eixo leste oeste), o que não motiva longas pedaladas."
Sinceramente, o argumento não me convenceu. Mas..... fazer o que...
Continuarei minha investigação reclinesca. Quem sabe na vizinha Espanha eu não ache as tais reclinadas ou "reclinetas", com alguns às chamariam aqui na pátria mãe.
Abraços a todos, e até o próximo post.

11 setembro, 2007

Aviso aos visitantes

Pessoal,
Conforme já havia dito por alto nos posts anteriores, estou em Portugal.
Cheguei semana passada. Portanto, ainda estou me adaptando por aqui.
Tão logo possa, começarei a passar informações sobre as "reclinetas" e outras bices que veja por aqui. O que posso adiantar é que todos os portugueses que já conversei até agora dizem que Portugal não tem reclinetas, e sempre dizem que já viram as mesmas na Holanda.
Na cidade onde estou o relevo é montanhoso. Então, a turma pratica muito BTT (é o que chamamos de MTB ou Mountain Bike).
Aos finais de tarde o pessoal põe suas roupas, capecetes e fica circulando pela cidade.
A marca de bice que mais vi por aqui chama-se BERG, mas o que mais me chamou a atenção foi uma bice que vi no shopping da cidade e que, infelizmente, agora não lembro a marca.
Consiste em uma bicicleta de 200 euros, com o quadro em alumínio e muito bem acabada. A mesma possui dois bagageiros, sendo que no da frente tem um farol e atrás tem uma grande sinaleira alimentados por um dínamo. O equivalente mais próximo deste modelo no Brasil seria a Caloi Easy Rider. A bice é realmente muito bonita e interessante.
Bom, depois escrevo mais.
Não deixem de visitar este blog.
Logo logo os posts voltarão a aparecer com mais frequência novamente.
Abraços,
FRANZ